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Boletim de vitamina D | Gastroenterologia | Maio

  1. Revisão da Suficiência de Vitamina D: Evidências de um Efeito Dose-Resposta para MASLD em Adultos de Risco

 

Link do artigo: https://www.mdpi.com/2072-6643/18/4/599

Em um estudo transversal multicêntrico, foi investigado a associação entre os níveis séricos de vitamina D e a presença de doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica em 1.039 adultos com pelo menos um fator de risco cardiometabólico, recrutados entre 2022 e 2024. A média de idade foi 52,2 ± 13,0 anos, dos quais 51,6% eram homens e o IMC médio foi 30,1 ± 5,8 kg/m². A suficiência de vitamina D (≥20 ng/mL) foi observada em 81,2% dos participantes. Níveis suficientes de vitamina D estiveram associados a menor probabilidade de esteatose hepática, com redução de 53% no modelo bruto (OR = 0,47; IC 95%: 0,33–0,67), embora após ajuste a associação tenha permanecido clinicamente relevante, mas sem significância estatística (OR = 0,60; p = 0,06). Quando analisados por quartis, indivíduos com níveis ≥44 ng/mL apresentaram 61% menor probabilidade de doença hepática esteatótica em comparação ao quartil mais baixo (≤22 ng/mL) (OR ajustado = 0,39; IC 95%: 0,21–0,71), indicando relação dose-dependente. Além disso, a suficiência de vitamina D foi associada a menor probabilidade de fibrose hepática significativa, com redução de 52% após ajuste (OR = 0,48; IC 95%: 0,25–0,92; p = 0,026), embora sem padrão claro de dose-resposta. Esses resultados sugerem que níveis mais elevados de vitamina D podem estar associados a menor risco de doença hepática esteatótica em adultos com risco cardiometabólico, embora a natureza transversal do estudo não permita inferir causalidade.

 

  1. Vitamina D e doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica: mecanismos moleculares e implicações clínicas — uma revisão narrativa.

 

Link do artigo: https://www.mdpi.com/1422-0067/27/6/2532

A presente revisão narrativa avaliou o papel da vitamina D na Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (DHEA-DM/MASLD), explorando evidências mecanísticas e clínicas sobre sua influência no metabolismo hepático. Os autores descrevem que, em sua forma ativa (1,25-di-hidroxivitamina D3), a vitamina D atua em múltiplas vias fisiopatológicas da doença, incluindo redução de citocinas pró-inflamatórias, melhora da sensibilidade à insulina, ativação da via AMPK, inibição da via mTOR e regulação da homeostase lipídica, contribuindo para menor deposição de gordura hepática e melhora do perfil metabólico. Evidências clínicas discutidas sugerem que a suplementação de vitamina D pode melhorar enzimas hepáticas, resistência à insulina e parâmetros lipídicos em pacientes com DHEA-DM, embora os resultados sejam heterogêneos e dependentes da dose, dos níveis basais de vitamina D e das características dos pacientes. De modo geral, a revisão indica que a vitamina D apresenta potencial terapêutico complementar na MASLD, mas ressalta a necessidade de ensaios clínicos mais padronizados para definir dose ideal, duração do tratamento e benefícios clínicos a longo prazo.

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