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Boletim de vitamina D | Ginecologia | Maio

Análises neurosonográficas da deficiência materna de vitamina D: marcadores precoces do desenvolvimento cortical fetal.

 

Link do artigo:

https://karger.com/goi/article-abstract/doi/10.1159/000551073/944924/Neurosonographic-Insights-into-Maternal-Vitamin-D

Este estudo observacional prospectivo avaliou a associação entre os níveis maternos de vitamina D e a maturação cortical fetal em 422 gestantes com gravidez única, entre 28 e 30 semanas de gestação. Os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D foram classificados como deficiência (<20 ng/mL), insuficiência (20–30 ng/mL) ou suficiência (>30 ng/mL), sendo observada alta prevalência de deficiência (66,4%), seguida de insuficiência (26,1%) e suficiência (7,6%). A avaliação por neurosonografia fetal mostrou que gestantes com deficiência de vitamina D apresentaram menor profundidade de sulcos cerebrais fetais (ínsula, fissuras parieto-occipital e calcarina), além de corpo caloso mais fino, bem como menores graus de operculização e maturação cortical (p < 0,05). Os níveis maternos de vitamina D apresentaram correlação positiva com a profundidade da fissura calcarina (r = 0,42; p < 0,001) e com o grau de maturação cortical (r = 0,45; p < 0,001). Após ajuste para idade gestacional, a deficiência de vitamina D foi preditora independente de baixa maturação cortical fetal (OR ajustado = 2,56; IC 95%: 1,34–4,89; p = 0,004). A análise ROC demonstrou boa capacidade discriminatória (AUC = 0,74), com limiar aproximado de 21 ng/mL para identificação de risco, sugerindo que níveis adequados de vitamina D materna podem estar associados ao desenvolvimento cerebral fetal mais adequado.

 

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