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O metabolismo nem sempre é visível.¹

A resistência à insulina pode estar presente em diferentes perfis clínicos, inclusive em pacientes aparentemente saudáveis.¹

A resistência à insulina (RI) é um dos principais mecanismos da disfunção metabólica e pode estar presente mesmo quando os sinais clínicos não são evidentes. Identificar esses pacientes precocemente permite um manejo mais adequado e pode contribuir para reduzir a progressão de doenças metabólicas.

Perfis clínicos em que o metabolismo pode não ser evidente

Falso magro metabólico²

(TOFI – Thin Outside, Fat Inside)

Pacientes com IMC normal ou discretamente elevado podem apresentar excesso de gordura visceral ou hepática e resistência à insulina, mesmo sem sinais aparentes de obesidade.

Características:

  • IMC normal ou discretamente elevado;
  • Gordura visceral ou hepática;
  • Resistência à insulina.

Importante: Parte dos pacientes com MASLD apresenta IMC normal, evidenciando que o risco metabólico não pode ser avaliado apenas pelo peso corporal.

 

Paciente com MASLD³

(Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica)

A MASLD é considerada uma manifestação hepática da disfunção metabólica.

Características:

  • Presença de gordura hepática;
  • Resistência à insulina;
  • Associação com síndrome metabólica.

Estima-se que aproximadamente 25–30% da população global apresente doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica.

 

Pré-diabetes³

As alterações metabólicas podem estar presentes antes do diagnóstico de diabetes.

Características:

  • Glicemia alterada;
  • Hiperinsulinemia;
  • Risco aumentado de progressão para diabetes tipo 2.

Importante: Alterações metabólicas já estão presentes antes do diagnóstico de diabetes.

 

Mulher com SOP⁴

(Síndrome dos Ovários Policísticos)

A resistência à insulina é um mecanismo central na fisiopatologia da SOP.

Características:

  • Hiperandrogenismo;
  • Irregularidade menstrual;
  • Resistência à insulina;
  • Maior risco cardiometabólico.

Pioglitazona e resistência à insulina

A pioglitazona atua como agonista do receptor PPAR-γ, promovendo melhora da sensibilidade à insulina e redistribuição da gordura ectópica. Estudos clínicos demonstraram melhora histológica em pacientes com esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH/NASH).⁵

Referências

  1. Younossi ZM, et al. Lean NAFLD: an underrecognized and challenging disorder in medicine. Hepatology. 2022.
  2. European Association for the Study of the Liver (EASL); European Association for the Study of Diabetes (EASD); European Association for the Study of Obesity (EASO). EASL–EASD–EASO Clinical Practice Guidelines on the management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD). J Hepatol. 2024.
  3. American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes—2024. Diabetes Care. 2024.
  4. Teede HJ, Misso ML, Costello MF, et al. International evidence-based guideline for the assessment and management of polycystic ovary syndrome. Hum Reprod. 2018.
  5. Cusi K, Orsak B, Bril F, et al. Long-Term Pioglitazone Treatment for Patients With Nonalcoholic Steatohepatitis and Prediabetes or Type 2 Diabetes Mellitus. Ann Intern Med. 2016;165(5):305–315.
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